November 2012
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June 2012
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Tem algo que queres
E o consegue tão facilmente
Que não se da mais valor
A aquilo que conseguiu ter.
May 2012
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Desgraçado, um puta desgraçado que não merece atenção de ninguem, muito menos a minha, importância minima.
“Damos ao o homem a oportunidade de serem mais felizes, foram por aqueles dias que estavam com nós, e por um acaso, não querem continuar a serem mais felizes.” - Anônima
April 2012
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Leonardo acorda com seu celular tocando no criado mudo ao lado da sua cama, ele atende e do outro lado da linha ouve uma voz reconhecida, porem distorcida. Imagina que seja por causa da sonolência. Encosta o telefone no ombro, da um bocejo, e volta ao celular.
- Porra ! Quem diabos tá falando ?!
- Vem… me busca !
- Angelo ! Você tá bebâdo ? Onde você está ?!
- To na fezta da Carol ! Uhhh !
- Seu desgraçado ! Vou ir ai te buscar se nossos pais souberem que tu foi na festa, ferrou !
- Brigadão manooo !
Ele se levanta da cama, coloca um calção, já estando de camisa, pega a chave do carro, coloca o tênis sem meia e desce as escadas do apartamento.
Chegando na frente da festa, Leonardo ve seu irmão sentado num vaso de planta com a cabeça baixa. Abaixa o vidro do lado do banco de passageiros e grita.
- Entra seu piralho !
Angelo levanta a cabeça, com a visão turva, e meio tonto. Se levanta e anda cambaleando até o carro, abre a porta e se joga no banco do carona, coloca as pernas para dentro e fecha a porta com força.
- Não bate a porta, porra !
Leonardo olha para seu irmão, e não acredita no que vê, seu irmão quatro anos mais novo que ele, com a cara toda vermelha, fedendo a vodca, com os olhos vermelhos e cerrados e um bafo, fedorento, indiscritivel.
- Porra ! Como tu fede !
Ligou o carro e deu a partida, e seguiu para a casa dos pais. Durante o caminho Leonardo diz:
- Ei, tu não consegue se controlar enh, não é a primeira vez que te busco, não beba tanto garoto.
Leonardo olha pelos cantos para Angelo e o ve olhando para o nada, praticamente pedrificado.
- Oh ! Acorda garoto ! – Diz Leonardo.
Angelo vira o rosto em direção ao Leonardo, o corpo jogado na banco, com o rosto agora pálido, olha para Leonardo.
- Eu to bebâ…
Antes que angelo pudesse aguentar, todo o alcool bebido naquela noite, subia pela garganta voltando a boca e despejando tudo no colo do irmão que estava no volante.
- Seu desgraçado ! – Diz Leonardo.
Leonardo percebe que está a seis casas de distância da casa dos pais. Ele para o carro no acostamento, abre a porta do passageiro, virá as pernas em direção ao irmão e o chuta para fora do carro, o jogando para a calçada.
- Agora volta pra casa, e tu vai limpar essa merda seu desgraçado! – Leonardo grita.
Leonardo fecha a porta, liga o carro e segue até seu apartamento. Estaciona, sobe as escadas e antes de entrar tira o sapato, o calção e a camisa. Isso já sendo seis horas da manhã, deixa as roupas na porta, e entra só de samba-canção, senta no sofá olha pro lado ve o sol nascendo pela sacada e sua prancha de surf lá. Ele para, pensa.
- Que se foda – Diz ele.
Ele se levanta vai até o quarto, coloca a bermuda de surf, vai até a sacada, pega a prancha e desce pelas escadas até a rua, corre até a praia. Chega na areia, deita a prancha na areia, passa parafina, estica os braços para cima, se abaixa, pega a prancha, e entra na água.
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Alguem se encarna de filmar essa cena comigo ?
March 2012
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Só o pensamento de ele estar logo ali. Ela na frente do computador se virá e vê ele, sorri. No sofá, ele está lá com uma folha de papel em mãos, um livro de capa dura pra servir como apoio, lápis, lápis de cores jogados pelo sofá, concentrado em seu desenho old school. Ela se levanta pega um cigarro na mesinha de centro, chega mais perto dele, fala que vai fumar um cigarro lá fora. Com esperança de que ele perceba a indireta, ela quer que ele vá lá junto dela.
Cinco minutos é o tempo que ela leva pra fumar seu Lucky Strike vermelho. Lucky Strike da a ela tantas lembranças, de uma pessoa que já foi muito especial, que tocou-a eternamente. Nas festas, nas danças, nas bebedeiras, na animação, na intimidade, nos tropeços, nos acertos, viajando nessas lembranças, essa pessoa que não está mais junto a ela.
Percebe o seu cigarro queimando até o filtro, e apenas uma tragada. Ela pega outro no maço que encontrou no muro, um Marlboro Ligth, ela pensa, deve ser dele, pega o cigarro e o analisa, coloca na boca e acende.
Joga a bituca pela sacada, entra, passa por ele e passa à mão em seu ombro, ele olha pra cima com seus óculos de armação grande, sua barba e seu bigode loiros quase escondendo sua boca, com os olhos serrados e com um sorriso largo, ela passa a mão no cabelo loiro e liso dele. Ela volta pro computador e pensa, não poderia estar mais feliz, abaixa a cabeça e sorri.
Agora é só desistir e esquecer.
Facinho facinho.
Vou jogar tudo para o alto
Gritar
Me irritar
Fazer um escândalo
Porque cansei, cansei !
De guardar tudo para mim mesma
Quero expressar minha indignação
Expressar o que eu sinto.
…
Porfavor garçom. Uma dose.
Porfavor não tire-o de mim
Me devolva, porfavor.” —